Hoje acordei de insônia. O Pedro mamou e não dormi. Um bicho, que não o pernilongo, zumbia em minhas orelhas.
No ouvido, na verdade.
Levantei, atizicada. era quase claro, coisa que na roça é bonito de ver, coisa que aqui tanto faz. Mas ainda há silêncio.
Hoje amanheceu com espírito de dia profético. Algo bom.
Hoje tem a posse do Obama, mas não tinha a ver com isso (espero que também tenha, no fim das contas)
É algum gosto de destino descoberto. Uma porta que se abriu na alma (espero que também na matéria, no fim das contas)
No fim das contas
No começo de alguma coisa.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
crianças invisíveis



Acabo de ver o filme Crianças Invisíveis.
Não vou fazer nenhuma crítica. Simplesmente, se você nunca o viu, veja. É arrebatador.
Uma onda de comoção imensa me tomou. Chorei, como há muito não chorava. Não foi por tristeza, mas por conexão. Porque ao ver dramas de tantas crianças pelo mundo afora, dramas ficcionais (reais?), poéticos e nossa... juro que não foi por tristeza. Foi alegria de ter me conectado com minha própria espécie, como há muito tempo não fazia.
Ando falando muito, ando sentindo pouco.
Hoje me dei conta disso, e algo descongelou.
Fica uma gratidão aos atores mirins que tomaram de outros a sua história, ludicamente representada.
Fica a certeza de uma necessidade: Tornar o mundo bonito, acessível, justo. Especialmente, justo.
Renova todas as causas, renova todos os ânimos.
A circulação.
A todas as crianças do mundo: obrigada, obrigada, obrigada. Que vocês sejam testemunhas de um novo tempo.
domingo, 21 de dezembro de 2008
Pequeno estudo da personalidade tripartida
Ela manda
Ela obedece
Eu anarquia
Elas, algo das partes
Eu, parte de algo (maior)
Ela grita (ainda que pouco)
Ela chora (ainda que raso)
Eu medito (ainda que nada)
Ela,relógio
Ela adia
Eu sintonizo
Ela corta cabeças
Ela evita o confronto
Eu convivo (e converso)
Ela fala
Ela é muda
Eu escuto
Ela tropeça
Ela é cocha
Eu danço
Ela, tragédia
Ela, drama
Eu, comédia
Elas, ainda são
Eu, ainda tento
Ser
só
Ela, obsessão
Ela, sono
Eu, presença
Ela, trabalho
Ela, a cama
Eu, o mundo
Ela, a tirana
Ela, a traída
Eu, o amor
Ela executa
Ela reclama
Eu crio
Ela, a ama
Ela, a serva,
Eu, o torpor.
Ela é fria
Ela, alergia
Eu, coração
Elas persistem
Eu tá no fundo
Tenta sair
Elas existem
Eu tá no mundo
Falta subir
Elas, no topo
Tapam o poço
Mas passa o ar
Elas nem sabem
o Eu já chega
Toma o lugar.
Ela obedece
Eu anarquia
Elas, algo das partes
Eu, parte de algo (maior)
Ela grita (ainda que pouco)
Ela chora (ainda que raso)
Eu medito (ainda que nada)
Ela,relógio
Ela adia
Eu sintonizo
Ela corta cabeças
Ela evita o confronto
Eu convivo (e converso)
Ela fala
Ela é muda
Eu escuto
Ela tropeça
Ela é cocha
Eu danço
Ela, tragédia
Ela, drama
Eu, comédia
Elas, ainda são
Eu, ainda tento
Ser
só
Ela, obsessão
Ela, sono
Eu, presença
Ela, trabalho
Ela, a cama
Eu, o mundo
Ela, a tirana
Ela, a traída
Eu, o amor
Ela executa
Ela reclama
Eu crio
Ela, a ama
Ela, a serva,
Eu, o torpor.
Ela esperneia
Ela é areia
Eu, além mar
Ela é fria
Ela, alergia
Eu, coração
Elas persistem
Eu tá no fundo
Tenta sair
Elas existem
Eu tá no mundo
Falta subir
Elas, no topo
Tapam o poço
Mas passa o ar
Elas nem sabem
o Eu já chega
Toma o lugar.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
postagem cifrada: só para ele
Ver o ator que salta do homem-você me leva àquele tempo que te falei naquele dia. O tempo em que não somos só euzes-vocês-das-contas, mas o que?
Outra coisa.
Lendo a magia do momento preciso em que intenção passou a ser história, em que filho passou a ser corpo, em que sonho passou pra matéria, pergunto: é o que?
Não é coisa que evapora, que se esvanece ou que se esquece: se evoca.
Evoca-se como oração: não nos saquem a matéria dos sonhos! não nos deixem sós, rendidos, vazios, sozinhos em dois!
Evoca-se o papel na sagrada união de um tempo sem tempo. Lá, somos. De lá, já nos vimos. Talvez pra lá vamos.
E temos que ir sempre. Um tantinho a mais do que vamos, pra lembrar o que estamos fazendo juntos: muito além de uma casa.
um beijo mineiro. depois, todo o resto.
clau
Outra coisa.
Lendo a magia do momento preciso em que intenção passou a ser história, em que filho passou a ser corpo, em que sonho passou pra matéria, pergunto: é o que?
Não é coisa que evapora, que se esvanece ou que se esquece: se evoca.
Evoca-se como oração: não nos saquem a matéria dos sonhos! não nos deixem sós, rendidos, vazios, sozinhos em dois!
Evoca-se o papel na sagrada união de um tempo sem tempo. Lá, somos. De lá, já nos vimos. Talvez pra lá vamos.
E temos que ir sempre. Um tantinho a mais do que vamos, pra lembrar o que estamos fazendo juntos: muito além de uma casa.
um beijo mineiro. depois, todo o resto.
clau
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
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