quinta-feira, 8 de maio de 2008

revelação da revolução

nada mais revolucionário
do que o tesão de estar vivo

segunda-feira, 5 de maio de 2008

tete, tete e tete - a tríade

tetê sou eu, a mãe
tetê também é mamar
tetê também é como ele se chama
tetê é a unidade
que depois a gente fragmenta
e passa a vida catando pedaços

sexta-feira, 2 de maio de 2008

My Blueberry Nights


que delícia de filme!
cinema, cinema, cinema
imagens sem pressa
planos loooooooongos...liiiiiiiiindos...
texto na medida
nem ingênuo, nem cético,
coisa boa de ver em dia de frio e chuva.

terça-feira, 29 de abril de 2008

era ela, o abismo



lá estava ela, e o abismo
um texto que ainda vou escrever. estou com uma certa saudade de um delírio, a vida de repente aterrou demais.
são momentos e momentos. mas dá saudades de dioniso
essa foto foi tirada há mais de dez anos, numa expedição com um grupo de atores e de fotógrafos. Foi animada pelo renatinho chaui, um espírito lindo que hoje é só espírito.
um dia, foi ele e o abismo. e o abismo ganhou a batalha.
pra ele, naquela época, escrevi um texto. hoje, não sei por que, veio à tona:
Voa, meu amigo, voa
Ao encontro da sua paz (?) aqui nunca conquistada
Voa, meu amigo, voa,
Voa dentro de mim com o olhar edificante com que você enquadrava o mundo, e sua sede de vida nunca saciada
(talvez por procurar se adequar ao inadequável)

Não quero romantizar seu salto. Nem tentar entender suas razões, ou a falta delas.
Só espero, como um último desejo,
que sua alma tenha se refeito em algum ponto do infinito para onde você mirava.

E sua imagem voando será a minha herança
Tão fiel como sua amizade
E sua imagem no ar será a minha certeza
De que esse mundo ainda não é feito para os humanos

E sempre que eu estiver prestes a sentar no conforto e acreditar no que me vendem
Seu vôo me fará levantar, seguir em frente e mudar alguma coisa.

proibidus


a gente disse pro Pedro que ele não pode pegar o telefone sem fio daqui de casa (ele deixa ligado, baba, joga no chão...não, né?)
lógico que o telefone virou um obscuro objeto de desejo.
um prazer incontrolável que só perde a força se a gente deixa mexer.

agora ele tá com o telefone falando na sua nova linguagem élfica ou ewok. algo como butibutiguti

eu queria fotografar, mas a câmera quebrou. virou "não pode". claro, aí que me deu uma vontade imensa de fotografar, filmar, ligar a câmera, porque ficou proibido.

aí, podendo pegar o telefone, o telefone perdeu a graça e ele quis pegar o inalcançável: o teclado do meu computador. lkmnçlkjn~ljk~kjõklj

segunda-feira, 21 de abril de 2008

cinema puro


sabe que o truffaut tá me dando vontade de voltar a fazer cinema?

polianice

a única coisa boa de demorar a viabilizar um projeto é que, enquanto não sai, eu vou aperfeiçoando.
NA GIRA RETA DO DELÍRIO, por exemplo. Descobri recentemente que a personagem que inspirou a peça simplesmente está equivocada.
lá vamos nós, reescrevendo.
a gente muda, elas mudam com a gente. as personas.
bora aí, mudando, minha filha! o futuro é grande, mas uma hora ele encurta! terra gira devagar pra não dar tontura, mas parar no tempo dá vertigem de retrocesso.
já tô falando demais...